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sábado, 31 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
Paulo Freire: Educação e Mudança
A conscientização é uma categoria freireana que evidencia o
processo de formação de uma consciência crítica em relação aos fenômenos da
realidade objetiva. Nesse sentido a transformação social passa necessariamente
pelo desenvolvimento coletivo de uma consciência crítica sobre o real, e,
portanto, pela superação das formas de consciência ingênua. É importante que
neste processo de conscientização os sujeitos se reconheçam no mundo e com o
mundo, havendo a possibilidade de que, na transformação do mundo, transformem a
si mesmos. Num sentido político, o conceito de conscientização da qual fala
Freire abrange a consciência de classe, como o processo pelo qual as classes
desfavorecidas se reconhecem enquanto classe e também reconhecem na realidade
as relações que as oprimem e as exploram, impedindo-as, conforme termo de
Freire, na permanente busca de “ser mais”. É assim que a Educação, sem a qual a
transformação não se faz, quando voltada diretivamente para uma prática da
liberdade inclui neste processo necessariamente o desenvolvimento de uma
consciência crítica em relação à realidade que condiciona os seres humanos
socialmente. Nesse sentido, a formação de uma consciência crítica coletiva é a
condição fundamental para a transformação, ou seja, a base de sustentação para
a produção de uma nova organização social.
Superação que se vai produzindo
processualmente por protagonistas coletivos e individuais. A mudança, para
acontecer, demanda dos próprios oprimidos que assumam sua libertação, não como
dádiva, mas como conquista da qual somente eles, com o apoio de seus aliados,
devem ser os reais protagonistas.
Mudança que se faz a partir de pequenos gestos, nos
espaços miúdos e pouco visíveis, de modo a impregnar todos os ambientes em que
se achem envolvidos os protagonistas: da família à escola; dos espaços de
recreação ao ambiente profissional; das associações aos espaços sindicais e
partidários; do ambiente do Sagrado às relações com o Universo.
Trata-se, como se
percebe, de uma atitude praxística em busca da omnilateralidade, em incessante
busca do desenvolvimento de todas as dimensões e potencialidades libertárias do
ser humano, o que vai se refletindo concretamente, de algum modo, nos diferentes
espaços de que o ser humano participa, manifestando-se em sua subjetividade e
em sua rede de relações – interpessoais, de gênero, de etnia, de espacialidade,
etc.
Depois de Paulo Freire ninguém mais pode ignorar que a
educação é sempre um ato político, pois a educação está sempre a serviço das
classes dominantes.
O compromisso é uma condição em que um ser possa assumir
um ato de se comprometer ( capacidade de atuar, criticar, refletir,
solidariedade ), transformar a realidade, que o faz um ser da práxis.
Bbliografia:
Freire, Paulo, Educação e Mudança.
http://www.eumed.net/rev/cccss/11/dmc.htm
Acesso às 18h 33min.
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