sábado, 3 de maio de 2014








                                     Paulo Freire: Educação e Mudança













 A conscientização é uma categoria freireana que evidencia o processo de formação de uma consciência crítica em relação aos fenômenos da realidade objetiva. Nesse sentido a transformação social passa necessariamente pelo desenvolvimento coletivo de uma consciência crítica sobre o real, e, portanto, pela superação das formas de consciência ingênua. É importante que neste processo de conscientização os sujeitos se reconheçam no mundo e com o mundo, havendo a possibilidade de que, na transformação do mundo, transformem a si mesmos. Num sentido político, o conceito de conscientização da qual fala Freire abrange a consciência de classe, como o processo pelo qual as classes desfavorecidas se reconhecem enquanto classe e também reconhecem na realidade as relações que as oprimem e as exploram, impedindo-as, conforme termo de Freire, na permanente busca de “ser mais”. É assim que a Educação, sem a qual a transformação não se faz, quando voltada diretivamente para uma prática da liberdade inclui neste processo necessariamente o desenvolvimento de uma consciência crítica em relação à realidade que condiciona os seres humanos socialmente. Nesse sentido, a formação de uma consciência crítica coletiva é a condição fundamental para a transformação, ou seja, a base de sustentação para a produção de uma nova organização social.
Superação que se vai produzindo processualmente por protagonistas coletivos e individuais. A mudança, para acontecer, demanda dos próprios oprimidos que assumam sua libertação, não como dádiva, mas como conquista da qual somente eles, com o apoio de seus aliados, devem ser os reais protagonistas.
Mudança que se faz a partir de pequenos gestos, nos espaços miúdos e pouco visíveis, de modo a impregnar todos os ambientes em que se achem envolvidos os protagonistas: da família à escola; dos espaços de recreação ao ambiente profissional; das associações aos espaços sindicais e partidários; do ambiente do Sagrado às relações com o Universo.
 Trata-se, como se percebe, de uma atitude praxística em busca da omnilateralidade, em incessante busca do desenvolvimento de todas as dimensões e potencialidades libertárias do ser humano, o que vai se refletindo concretamente, de algum modo, nos diferentes espaços de que o ser humano participa, manifestando-se em sua subjetividade e em sua rede de relações – interpessoais, de gênero, de etnia, de espacialidade, etc.
Depois de Paulo Freire ninguém mais pode ignorar que a educação é sempre um ato político, pois a educação está sempre a serviço das classes dominantes.
O compromisso é uma condição em que um ser possa assumir um ato de se comprometer ( capacidade de atuar, criticar, refletir, solidariedade ), transformar a realidade, que o faz um ser da práxis.









Bbliografia:
Freire, Paulo, Educação e Mudança.


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